Um pouco sobre mim

Ser psicóloga é uma decisão que foi tomada aos 11 anos de idade. Eu sabia o que era a tristeza e naquele momento a única coisa que queria fazer da vida era ajudar as pessoas a serem felizes. Afinal, para mim a tristeza era a coisa mais horrível que uma pessoa poderia sentir. Ser psicóloga me parecia a melhor forma de alcançar o que almejava. Hoje sei que o nome daquela tristeza tão imensa que eu sentia na verdade era depressão.

O tempo passou, comecei um percurso educacional nessa direção. Logo após o ensino médio iniciei a faculdade de psicologia (UniFil). Foram 5 anos de dedicação integral, ao final havia era psicóloga e tinha formação em psicologia hospitalar (UEL). Naquela época, pensava eu que se a felicidade era algo difícil de alcançar para uma pessoa em plenas condições de saúde, para alguém com adoecimento físico tratava-se de um percurso ainda mais difícil.

Acabei exercendo pouco o trabalho em psicologia hospitalar e logo me especializei em Saúde mental, psicopatologia e psicanálise (PUCPR). Desde então atuo na clínica psicanalítica, tendo atuado tanto no serviço público do qual me desliguei recentemente, após 13 anos, quanto na clínica particular. 

Minha atuação clínica sempre foi majoritariamente voltada para o público feminino, afinal, os anos foram me mostrando que a vulnerabilidade da mulher é real, é estrutural no nosso país e que nós precisamos de uma atenção especial.

As mulheres sofrem mais com depressão, são mais cobradas quanto a padrões estéticos (por isso trabalho com emagrecimento) e há seis anos comecei a pensar que era preciso fazer algo para prevenir tanto dor. Foi aí que em parceria com profissionais incríveis iniciei o trabalho com mães e bebês. Inclusive a mulher é muito mais cobrada e sobrecarregada em sua função de mãe do que os homens na função paterna.

Com isso me dediquei ao estudo da prevenção e do maternar, hoje sou mestre em Saúde da criança e do adolescente (UFPR). Minha área de concentração foi o desenvolvimento psicológico dos bebê e o estresse materno. Especialmente os prematuros e os que passaram por internação em UTIN (unidade de terapia intensiva neonatal)

Sendo assim, levo o trabalho curativo e preventivo com muito amor, muito carinho e muita dedicação.

Também sou professora universitária e me faz muito feliz a docência. Ensinar minha profissão é uma responsabilidade e também uma dádiva.

Essa sou eu, a Lívia psicóloga, que hoje já não carrega sobre os ombros a responsabilidade pela felicidade alheia. Mas, que se faz feliz em saber que é possível contribuir para que cada um dos pacientes atendidos lutem e se responsabilizem pela própria felicidade, desde que esse seja seu real desejo.

Lívia dos Santos Paula

CRP 

12/08775